Capítulo 2

 

Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam diferença entre as pessoas, tratando-as com favoritismo.  (Tiago 2:1)

Antes de continuar com a exposição da carta, é importante enfatizar algumas verdades que vimos até aqui. A intenção de Tiago, ao escrever essa carta,  é fazer com que você se examine e veja se realmente é um crente. Ele nos dá uma série de testes para ver se temos a fé viva.

O primeiro teste foi como você reage à provação; o segundo, foi como você reage à tentação e o terceiro  foi como você reage à palavra de Deus. Nesse capítulo em particular, o teste é: você age com favoritismo?

O próprio Senhor Jesus não demonstra favoritismos. Dizer que é seguidor de Cristo e agir com favoritismo ou discriminação é ir contra tudo o que Jesus ensinou, é ser o oposto de Deus.

Há inúmeras passagens que mostram que Deus é imparcial: “Então Pedro começou a falar: agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade” (Atos 10:34). “Pois o Senhor, o seu Deus, é o Deus dos deuses e o Soberano dos soberanos, o grande Deus, poderoso e temível, que não age com parcialidade nem aceita suborno” (Deuteronômio 10:17), (Ver Rm 2:11, Cl 3:25).

Agir com parcialidade, discriminação ou favoritismo é algo que Deus não faz. Se ele não faz, aqueles que se chamam seus seguidores também não devem agir assim. Perceba que Tiago escreve aos “irmãos”. A instrução que ele deu não foi dada  à sociedade da época de Tiago, o texto foi escrito  para uma igreja.

Suponham que na reunião de vocês entre um homem com anel de ouro e roupas finas, e também entre um homem pobre com roupas velhas e sujas. Se vocês derem atenção especial ao homem que está vestido com roupas finas e disserem: “Aqui está um lugar apropriado para o senhor”, mas disserem ao pobre: “Você, fique de pé ali”, ou: “Sente-se no chão, junto ao estrado onde ponho os meus pés”, não estarão fazendo discriminação, fazendo julgamentos com critérios errados?  (Tiago 2:2-4)

Tiago nos dá um exemplo de discriminação social, atitude esta que não deve de forma alguma fazer parte da vida da igreja.

Ele fala de dois homens. Um entra na reunião com anel de ouro e roupas finas e também entra um pobre com roupas velhas. É muito fácil identificar uma pessoa rica. Em nosso contexto, uma pessoa que usa roupas de marca, carro importado, jóias, será rapidamente reconhecida como uma pessoa que tem dinheiro. Da mesma forma, é fácil reconhecer uma pessoa pobre. Tiago, através desta descrição, estava provavelmente  falando de um mendigo. Os dois entram na reunião, mas só um recebe um bom tratamento. Ao rico é dado um lugar apropriado, ao pobre o chão.

Surge então a pergunta: por que alguém daria um tratamento melhor ao rico? Porque o rico é uma pessoa que traz benefícios. O pobre, na visão do mundo, não traz nada além de problemas. Uma pessoa rica pode dar um bom “dízimo”, fazendo com que a igreja possa se expandir. Esse tipo de comportamento mostra uma grande ignorância em relação ao que Deus pensa sobre o homem. Para Deus, dinheiro, roupas, influência, nada disso importa. Deus vê o coração e não trata ninguém com favoritismo.

Embora o texto fale de discriminação social,  podemos aplicar o texto à discriminação de cor, aparência, inteligência etc.

Ouçam, meus amados irmãos: não escolheu Deus os que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos em fé e herdarem o Reino que ele prometeu aos que o amam? Mas vocês têm desprezado o pobre. Não são os ricos que oprimem vocês? Não são eles os que os arrastam para os tribunais? Não são eles que difamam o bom nome que sobre vocês foi invocado? (Tiago 2:5-7)

Embora seja fácil favorecer alguém que já é “favorecido”, Deus não age assim. Ao ler o Antigo Testamento, vemos que Deus escolheu Abraão, um homem pobre, para abençoar todas as famílias da terra. Deus também escolheu Israel, uma nação pobre e que depois se tornou escrava. Jesus escolheu Mateus, o publicano. Enquanto todos o olhavam e pensavam no seu passado como coletor de impostos, Jesus o olhava e pensava no seu futuro  como o escritor do evangelho de Mateus.

Note que Deus, no passado, escolheu pessoas pobres para fazer a sua obra. A história da igreja demonstra que mais pessoas pobres do que ricas têm respondido ao evangelho. Observe que Deus não se importa em se relacionar com homens pobres, escravos ou coletores de impostos. Quando desprezamos o pobre, estamos desprezando as pessoas que Deus ama. Claro que ele não ama o pobre somente porque ele é pobre. Na verdade, ele ama todos, seja rico ou pobre. Deus considera todos iguais e sendo assim, fazer discriminação é fazer algo que Deus não faz.

Diante dessas verdades devemos nos examinar. Como é o tratamento que direcionamos aos pobres, aos que não tem beleza, àqueles que não são inteligentes ou a alguém que tem uma deficiência? Nos relacionamos com todas as pessoas ou selecionamos algumas? Será que nos aproximamos de alguém pensando no que podemos obter dela?

Quando Tiago diz “não são os ricos que oprimem vocês?”, ele está dizendo que uma pessoa rica diante de um tribunal, por exemplo, terá vantagem. O próprio apóstolo Paulo foi perseguido por pessoas ricas (At 4:1, At 13:50). Quando se tem dinheiro, a lei trabalha do seu lado. Até mesmo em nossos dias, quem obedece a lei no Brasil é o pobre; o rico, infelizmente, não a obedece. A lei no Brasil só é aplicada para quem não tem dinheiro. Em muitos casos, a injustiça acontece por causa de subornos por parte daqueles que tem influência e dinheiro.

Os leitores de Tiago eram na sua maioria agricultores. Enquanto uma classe de trabalhadores agrícolas enriquecia, outra parte era expulsa de suas terras. Além de serem levados aos tribunais, também eram ridicularizados por sua fé. Este era um dos muitos problemas dos leitores: opressão econômica e perseguição religiosa. A pergunta é: por que favorecer os executores? Por que favorecer àqueles que os estavam perseguindo? Talvez, dar um tratamento melhor ao rico iria evitar um pouco de perseguição.

Se vocês de fato obedecerem à lei real encontrada na Escritura que diz: “Ame o seu próximo como a si mesmo”, estarão agindo corretamente. Mas se tratarem os outros com favoritismo, estarão cometendo pecado e serão condenados pela Lei como transgressores. (Tiago 2:8-9)

Tiago diz que se os seus leitores de fato obedecem a lei, certamente, estão fazendo algo bom. Para ilustrar isso, pense por exemplo em um homem que vai ao médico fazer alguns exames. O médico diz: “olha, seu coração está ótimo, seu intestino e seus rins estão ótimos. Só há um problema, há um câncer no seu pulmão”. Não importa se os outros órgãos estão funcionando bem, se há câncer em um órgão apenas, isso pode matar a pessoa. Veja que Tiago está dizendo que se nós obedecemos a lei em outros aspectos, mas tratamos as pessoas com favoritismos, isso é pecado e deve haver arrependimento. Em relação à obediência, Tiago está dizendo que  é tudo ou nada.

Se amarmos o próximo como a nós mesmos, iremos tratá-lo da mesma maneira que nós gostaríamos de ser tratados. Por certo, não gostaríamos de ser desprezados pelo simples fato de sermos pobres. Não devemos, portanto, desprezar outras pessoas por esse motivo. Se perguntarmos, “quem é o meu próximo?”, descobriremos na parábola do bom samaritano (Lc 10:29-37) que ele é qualquer pessoa com uma necessidade que podemos ajudar a suprir.

Favoritismo, ele conclui, é pecado, é transgressão da Lei Régia que diz: Ame o seu próximo como a si mesmo. Alguns podem achar que isso não é um pecado grave, mas na verdade, quando uma pessoa trata os outros com favoritismo, ela está cometendo outros pecados ao mesmo tempo, como por exemplo usar o nome de Deus em vão. Quem trata os outros com favoritismo e se diz crente está usando o nome de Deus em vão. Também está assassinando a dignidade de algumas pessoas e isso é pecado, é desamor.

Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente. Pois aquele que disse: “Não adulterarás”, também disse: “Não matarás”. Se você não comete adultério, mas comete assassinato, torna-se transgressor da Lei. Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade; porque será exercido juízo sem misericórdia sobre quem não foi misericordioso. A misericórdia triunfa sobre o juízo! (Tiago 2:10-13)

Tiago mostra que a lei é como uma corrente com dez elos. O rompimento de um dos elos representa o rompimento de toda a corrente. Deus não permite que guardemos algumas leis de nossa preferência e outras não. Por exemplo, alguém que diz: gosto do mandamento que diz “não matarás”, mas em relação ao mandamento de ter sexo somente após o casamento, isso não me agrada. Tiago quer nos alertar para o perigo da “obediência seletiva”.

Note o que Tiago diz: “Pois aquele que disse”. Veja que o pecado, além de ser transgressão da lei de Deus, é rebelião contra a palavra de Deus. Ele, Deus, disse “não adulterarás” , “não matarás”. Pecar é ir contra a palavra que Deus disse e contra a vontade Dele. Não adianta nada guardar um mandamento e desprezar o outro.

Ele continua dizendo: “Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade”. Temos que falar e agir de acordo com a nossa fala. É verdadeira a frase que diz: “quem você é fala tão alto, que não escuto o que você diz”. Nossas ações devem ser coerentes com nossas palavras.

Quando obedecemos a palavra de Deus, experimentamos ao mesmo tempo a verdadeira liberdade. Adulterar ou matar pode transformar a vida de um cristão em um inferno, mas quando atentamos para a lei perfeita, a palavra de Deus, ela nos liberta.

Tiago diz que seremos julgados por essa mesma lei que dá liberdade. Ele diz: “Porque será exercido juízo sem misericórdia sobre quem não foi misericordioso”. Se os leitores de Tiago continuarem a discriminar as pessoas, eles trarão sobre si o perigo de enfrentar um julgamento severo.

Quando ele diz que a misericórdia triunfa sobre o juízo, Tiago quer dizer que o julgamento que merecemos será substituído por misericórdia.

Ao olhar para esse texto que trata de juízo misericórdia, podemos ter duas atitudes. A atitude de não se importar por tratar as pessoas com favoritismos ou a de se arrepender, caso tenha cometido este pecado. Em certo sentido, se suplicarmos pela misericórdia de Deus em face desse pecado específico, ele mostrará misericórdia, pois a misericórdia triunfa sobre o juízo.

De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? (Tiago 2:14)

Me lembro de ouvir a história de um homem que era caminhoneiro. Ele disse ao seu pastor que era crente e tinha esposa, mas quando viajava, por causa do longo período longe de sua mulher, ele costumava dormir com algumas mulheres nas cidades por onde passava. Ele insistia dizendo que mesmo tendo esse comportamento, era salvo pela fé.

Há várias pessoas, que assim como esse caminhoneiro, declaram ser salvas. O que adianta para esse motorista dizer que tem fé? Essa é a pergunta que Tiago fez aos seus leitores. “Acaso a fé pode salvá-lo?” Ele não responde, mas nós já sabemos a resposta: não.

Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: “Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se”, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. (Tiago 2:15-17)

Essa parte do capítulo é muito importante para a nossa compreensão de fé e da salvação. Todos concordamos que somos salvos pela fé. Mas a pergunta não deveria ser se somos salvos pela fé e sim qual o tipo de fé nos salva. De acordo com Tiago, há dois tipos de fé: a viva e a  morta. Sim, somos salvos pela fé, mas  pela fé que produz.

Após ter deixado a pergunta no “ar” para que os seus leitores pudessem refletir, Tiago dá um exemplo de fé morta. De acordo com a ilustração usada por ele, fica claro que Tiago pensa que é impossível alguém ter a fé salvadora sem obras. É possível uma pessoa dizer que tem fé, contudo,  é preciso haver evidências.

Tiago nos dá uma ilustração da futilidade das palavras desacompanhadas de atos. Ele nos apresenta duas pessoas: uma não tem roupas para vestir e nem alimentos; a outra tem as duas coisas, mas não está disposta a dividir. Isso é um exemplo de uma pessoa  que tem a fé morta.

Aquele que diz “vá em paz”, está apenas desejando a paz, pois não está disposto fazer algo para que a paz seja usufruída. Às vezes, quando oramos para alguém ter paz, devemos abrir bem os olhos, pois  pode ser que  resposta de nossa oração seja nós mesmos.

Dizer a alguém aqueça-se e alimente-se é dizer: eu não me importo com você. Note que de acordo com a ilustração que Tiago dá, tudo o que ele tem a oferecer são algumas palavras religiosas.

Tiago pergunta: “De que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta”.  João Calvino disse: “Somos salvos somente pela fé, mas não por uma fé infrutífera”.

Mas alguém dirá: “Você tem fé; eu tenho obras”. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem!  (Tiago 2:18-19)

A verdadeira fé e as obras são inseparáveis. É muito importante entender que é muito claro na Bíblia que não seremos salvos por nossas obras (Ver Ef 2:89, Lc 19:10, Tt 3:5). Tiago não está dizendo que nós podemos acrescentar algo ao que Jesus fez na cruz.  As obras não são um “adicional” à fé, assim como o fôlego não é um adicional a um corpo que está vivo. Se você retirar o fôlego de um corpo vivo, não será mais um corpo vivo. Você poderia até dizer qualquer coisa que gostaria sobre o cadáver que você julgasse estar vivo, mas se o corpo nunca se move, se não há batimento cardíaco, o pulso não é detectado e não há respiração, então o corpo está morto. A falsa alegação de que o corpo está vivo poderá ser facilmente provada pela evidência. Assim, como o corpo sem fôlego está morto, a fé sem obras é morta. A única coisa que a fé morta tem é uma afirmação de que está viva. Porém, não há sinal de vida, não há nada funcionando, não há movimento e nem frutos. Há apenas palavras. Essa fé é nula, está morta.

Todos nós sabemos que não é possível ver a fé. Claro, você não pode pegar uma pessoa e levar até um laboratório para provar a existência da fé. Então, como podemos mostrar a fé para alguém? Como podemos provar que de fato temos fé? Tiago diz: Pelas obras. A palavra chave do versículo 17 é “mostrar”. A única maneira de os outros saberem que você tem fé é por uma vida que a comprove.

Me lembro de um  texto que li do grande Spurgeon, em que ele dizia que uma pessoa que não obedece a Deus tem fé igual a dos demônios. Como Tiago diz, eles creem em Deus, mas são rebeldes. Posso até mesmo dizer que eles têm ideias ortodoxas a respeito de Deus, pois os demônios  creem que existe um só Deus, eles sabem que Deus é santo e tremem. E daí? Isso não muda nada! Os demônios creem no fato, mas não se sujeitam à pessoa. Não basta apenas ter uma fé intelectual.

Insensato! Quer certificar-se de que a fé sem obras é inútil? Não foi Abraão, nosso antepassado, justificado por obras, quando ofereceu seu filho Isaque sobre o altar? Você pode ver que tanto a fé como as suas obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras. Cumpriu-se assim a Escritura que diz: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça”, e ele foi chamado amigo de Deus.Vejam que uma pessoa é justificada por obras, e não apenas pela fé. (Tiago 2:20-24)

Essa é uma das passagens mais mal interpretada na carta de Tiago. Há pessoas que tentam usar essa passagem para provar que  uma pessoa é salva pelas obras. Já falei que somos salvos pela fé somente. Em todo o Novo Testamento isso é enfatizado, porém, Tiago nos diz aqui, que não somos apenas salvos pela fé, mas pela fé e pelas obras. A grande confusão que surge é que Paulo diz que somos salvos pela fé (Rm 5:1).  Será que há contradição entre o ensino de Tiago e Paulo? Não, ambos estão certos. O que precisamos entender é que eles estavam lidando com problemas diferentes. Paulo escreveu para um grupo de pessoas legalistas, pessoas que achavam que poderiam ser salvos por guardarem a lei. Tiago, por outro lado, estava lidando com o problema da “frouxidão”, com pessoas que achavam que uma vez salvo, não importava mais o que você fizesse.

O foco de Paulo ao escrever Romanos era a raiz, o foco de Tiago era os frutos. Paulo ensina em sua carta aos romanos como ser salvo, Tiago  ensina como se comportar com um salvo.

É importante ressaltar que ambos, Paulo e Tiago, usam a palavra obras. Ao usar a palavra “obras” , Paulo tinha em mente a lei judaica, a circuncisão, etc. Quando Tiago usa a palavra “obras”, ele tem em mente o estilo de vida do crente.

Tiago usa a vida de Abraão como uma ilustração do que é ter uma fé viva. No Antigo Testamento, lemos que Abraão foi justificado pela fé, muito antes de ele oferecer Isaque (Gn 15:5), mas a sua obediência em oferecer Isaque demonstrou a veracidade de sua fé.

Ao dizer que a fé de Abraão foi “aperfeiçoada pelas obras”, Tiago quer dizer que a fé de Abraão foi consumada. Aquele momento, em que ele levou o seu filho até o altar, provou que sua fé era real. Nossa fé não é determinada pelo que nós fazemos, ela é demonstrada através do que nós fazemos.

Sim, somos salvos pela graça, mediante a fé. Mas a fé que salva é a fé que produz frutos. Charles Spurgeon disse: “A graça que não muda a minha vida, não irá salvar a minha alma”.

Caso semelhante é o de Raabe, a prostituta: não foi ela justificada pelas obras, quando acolheu os espias e os fez sair por outro caminho? Assim como o corpo sem espírito está morto, também a fé sem obras está morta. (Tiago 2:25-26)

Outra ilustração de fé que produz frutos é a de Raabe. “Raabe era uma cananeia da cidade de Jericó. Ouviu dizer que um exército vitorioso estava avançando contra e que não haveria como resistir a ele. Concluiu que o Deus dos hebreus era o Deus verdadeiro e decidiu identificar-se com ele, apesar das consequências. Quando os espias entraram na cidade, ela os ajudou e, desse modo, provou a autenticidade de sua fé no verdadeiro Deus. Raabe não foi salva porque acolheu os espias, mas porque esse ato de hospitalidade comprovou que ela era, verdadeiramente, fiel ao Senhor”. (Willian Macdonald)

Qualquer pessoa que quiser provar, usando como ilustração a vida de Abraão e Raabe, que uma pessoa é salva por obras, terá um grande problema como comenta Mackintosh: “Sem a fé, essas obras seriam não apenas imorais e insensíveis, mas pecaminosas. Esta seção se refere a obras da vida , e não da lei. Se subtrairmos a fé de Abraão e Raabe, o resultado são obras do mal. Se as considerarmos frutos da fé, são obras da vida. Essa passagem não pode, portanto, ser usada para ensinar a salvação por meio de boas obras. Quem tentar fazer isso ficará numa posição insustentável, pois terá de ensinar a salvação por meio de homicídio e traição!”

“Em síntese, Tiago testa a nossa fé de acordo com a resposta que damos à seguinte pergunta: Estou disposto, como Abraão, a oferecer a Deus o que tenho de mais precioso? Estou disposto, como Raabe, a trair o mundo a fim de ser fiel a Cristo?” (Willian Madonald)

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