Capítulo 4

De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês? Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras. Não têm, porque não pedem. Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres. (Tiago 4:1-3)

Você alguma vez já ouviu a frase: os opostos se atraem? Sim? E a frase: os opostos se atacam? Concordando ou não, é o que tem acontecido em muitos casamentos. No entanto, as brigas não acontecem só entre os casais, mas acontecem também entre pais e filhos, membros de igrejas e pastores,  entre países, missionários e agências missionárias, enfim, a lista é grande. Tiago diz que a fonte de todo esse desentendimento vem de dentro.

Gosto de ler essa carta porque Tiago não passa a mão na cabeça de ninguém. Ele não diz: vejo que você tem problemas de relacionamento em sua família e que tem tido conflitos na igreja onde você frequenta; puxa, que triste. Venha ao meu escritório tomar um café, vamos conversar. Sente-se nessa poltrona macia e tome um chá enquanto analiso o seu problema. Mas pelo contrário ele diz: o problema é que vocês são egoístas, invejosos e querem tudo do seu jeito, é de tudo isso que procedem as guerras.

Alguns estudiosos acreditam que esse versículo não se refere aos membros da igreja, todavia o próprio texto diz: “que há entre vós”. Seria estranho achar que as contendas e os conflitos não pudessem acontecer na igreja. Havia muitas contendas nas igrejas do primeiro século, e aqui, Tiago sabendo dessa verdade, explica porque isso acontece. 

Ele diz que as guerras, as brigas, contendas, desentendimentos, vêm de dentro, ou seja, do coração. A guerra no coração contribui para causar conflitos na igreja. O coração do problema é realmente o problema no coração. Tiago nos mostra que a origem das guerras exteriores estão nas batalhas interiores, portanto, o problema de fora é causado pelo problema de dentro.

Ele diz:  “Não vêm das paixões, (desejos) que guerreiam dentro de vocês?”. Tiago diz que os desentendimentos acontecem com outras pessoas porque você tem um conflito interno. Você não se relaciona bem com todos porque há uma “guerra civil” dentro de você. É preciso ter paz dentro , para poder ter paz fora. 

Esta guerra que acontece dentro de um crente pode ser o desejo de acumular mais e mais riquezas de um modo egoísta, o desejo de ter influência e conforto, etc. Tiago diz que as paixões ou os desejos guerreiam no interior de um crente. Como está escrito no capítulo 3: 14,16: “Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males”. 

Quando o que eu quero entra em conflito com o que o outro quer, as “faíscas” começam a voar. Para ilustrar isto, Willian Macdonald conta  uma história que ilustra bem o que o versículo 1 do capítulo 4 diz:

“John e Jane são casados. John tem um emprego de nível médio com salário razoável. Jane quer uma casa tão confortável quanto às de outros casais da igreja. John deseja um carro do ano. Jane quer móveis e eletrodomésticos de luxo. Os dois financiaram alguns desses bens, e o salário de John quase não é suficiente para pagar as prestações. Tempos depois, o casal tem um filho, o que significa uma série de despesas novas num orçamento já desequilibrado. À medida que as exigências de Janes crescem, John torna-se cada vez mais irritado e impaciente. Jane revida com palavras ríspidas e lágrimas. Logo, as paredes da casa começam a estremecer com o fogo cruzado enquanto o materialismo destrói o lar.

Por outro lado, talvez Jane seja invejosa e imagine que Bob e Sue Smith ocupam uma posição mais proeminente na igreja que ela e John frequentam. Jane começa a fazer comentários maldosos sobre Sue. A desavença entre as duas mulheres se intensifica, e John e Bob também se desentendem. Os membros da igreja tomam partido de um casal ou de outro, e a  congregação se divide. Tudo por causa da cobiça de uma pessoa por proeminência.”

Willian continua: “Eis, portanto, a origem das guerras e contendas entre os cristãos. São resultantes da inveja e do desejo de ter cada vez mais. Acompanhar o “ritmo dos outros”, é uma forma delicada de descrever o que, na verdade, não passa de ganância, cobiça e inveja. O desejo se torna tão intenso que as pessoas fazem praticamente qualquer coisa para satisfazê-lo. Demoram a aprender que o verdadeiro prazer não está nas riquezas, mas no contentamento com a provisão de Deus. (I Tm 6:8).”

As guerras que acontecem dentro dos cristãos são estas: egoísmo x altruísmo, inveja x benignidade, desejo próprio x desejo alheio.

O uso das palavras “lutar”, “fazer guerra” e “matar”, obviamente, não é literal. A ideia expressa nessas palavras é : conflitos, brigas, discussões etc. Tudo isso é o resultado da inveja e da cobiça. Tiago diz que em vez de invejar o que os outros têm e criar confusão, devemos orar pedindo a Deus o que precisamos. As razões pelas quais os nossos desejos não são atendidos por Deus são duas:

A primeira é que não oramos. Ele diz: “Não têm, porque não pedem”. Nós procuramos satisfazer nossos desejos com nossos próprios esforços em vez de buscarmos em Deus a solução. Deus  promete, nas Escrituras, suprir todas as nossas necessidades, mas não oramos. A segunda é que oramos com a motivação errada.  “Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres.”

Se nós gastássemos mais tempo orando do que invejando o que os outros têm, nossa vida seria diferente. Se gastássemos mais tempo olhando para quem é Deus e não nos comparando com os outros, haveria menos conflitos. O que Tiago está dizendo é: em vez de brigar e invejar, ore; leve a Deus as suas necessidades, os seus desejos e Ele, no tempo e do jeito dele, irá suprir.

Quanta paz haveria se orássemos mais. Nos preocuparíamos menos, brigaríamos menos. Tiago diz que o segredo é entregar o que queremos nas mãos de Deus. Ao invés de criar confusão ele diz: ore, mas ore com a motivação certa.

Ao orar devemos pensar na glória de Deus e nos examinar com as seguintes perguntas: o que eu estou pedindo a Deus é para a glória Dele ou para a minha? Isso que estou pedindo irá de alguma maneira abençoar também a vida dos outros? Uma vida egoísta e orações também egoístas sempre causam conflitos.

Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus. Ou vocês acham que é sem razão que a Escritura diz que o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes? (Tiago 4:4-5)

Vimos que Tiago nos dá uma série de testes para que possamos nos examinar e saber se somos salvos. Foram vários: como lidamos com as provações, com a palavra de Deus, com a tentação, com a língua, com a sabedoria e agora, nesta parte, o teste é: como você lida com o mundo?

Ao dizer “adúlteros”, Tiago está se referindo a pessoas que se apegam às coisas materiais, o que por fim, se torna uma espécie de idolatria. Ao nos convertemos, nos tornamos espiritualmente casados com Cristo, ou seja, nos tornamos um em Cristo. Mas quando tiramos Deus do trono do nosso coração e colocamos coisas materiais, cometemos adultério espiritual.

Não é errado desejar conforto ou bens materiais. O errado é colocar o coração nestas coisas, brigar por elas e se apegar a elas.

Tiago diz que a amizade com o mundo é inimizade com Deus. Isso não significa apenas que aqueles que são amigos do mundo se tornam inimigos de Deus. De acordo com o texto, Deus também se torna inimigo deles. A palavra “amizade” envolve a ideia de amar e ser amado no grego. A pessoa que tem amizade com o mundo (sistema do mundo que se opõe a Deus), está apaixonada pelo mundo. Esta referência não é a alguém que peca uma vez ou outra, é mais do que isso. Há uma amizade íntima, há uma paixão  por este sistema rebelde, o qual é contra a lei de Deus. Tiago fala no capítulo 3 que Abraão foi chamado amigo de Deus. Nós devemos seguir o mesmo exemplo. Ao invés de amigos do mundo, devemos ser amigos de Deus e inimigos do mundo.

Ao dizer “a Escritura diz”, Tiago sumariza a verdade expressa no Antigo Testamento que mostra Deus casado com o seu povo. O Espírito Santo tem fortes ciúmes de nós, pois pertencemos ao Senhor e ele não aceita fidelidade parcial.

Ao flertar com o mundo, nós provocamos ciúmes em Deus. Imagine uma mulher casada que diz ao marido: “amor, eu vou sair com um antigo namorado meu. Você sabe que eu te amo. Sei que você vai ficar sozinho hoje, mas espero que me entenda. Eu amei muito esse homem no passado e agora quero sair com ele para ver como ele está. Mas eu te amo.”

Qualquer homem ficaria com fortes ciúmes. Dizer a alguém: “eu te amo, mas vou sair com outro”, traz grandes evidências de que esse tipo de amor é falso. O Espírito Santo tem ciúmes de nós, em razão dele desejar que tenhamos intimidade com Deus e não com o mundo.

Mas ele nos concede graça maior. Por isso diz a Escritura: “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”. Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês. Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês! Pecadores, limpem as mãos, e vocês, que têm a mente dividida, purifiquem o coração. Entristeçam-se, lamentem e chorem. Troquem o riso por lamento e a alegria por tristeza. Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará. (Tiago 4:6-10)

Vimos até aqui que a fonte dos conflitos está no coração. Diante disso, alguém poderia perguntar: como posso me relacionar corretamente com as pessoas? Qual o antídoto?

O antídoto é se relacionar com Deus. Um relacionamento correto com Deus leva a um relacionamento correto com as pessoas.

Devemos ter em mente que a carta foi escrita para uma igreja frequentada por pessoas crentes e incrédulas. As exortações que Tiago escreveu nos versículos 6- 10 podem ser aplicadas aos crentes. Mas , nessas passagens, há também o convite para aquele que ainda não se converteu. O convite é que tanto aquele que está desviado ou que nunca se converteu se convertam ao Senhor. Da mesma forma quando ele fala de adúlteros, pessoas que tem inveja no coração e ambição egoísta. O crente não está imune a cair nesses pecados. Por isso, devemos ler a carta de Tiago com esse fato em mente. Quem não é crente deve ser converter e não amar o mundo. E quem é crente deve vigiar para que não caia nos pecados que Tiago alertou.

É verdade que não somos perfeitos e temos dificuldade para nos relacionar com as pessoas e com Deus. Afinal de contas, ainda pecamos. Mas como diz o texto, Deus concede graça maior. Essa graça concedida por Deus é maior que o nosso pecado. Tiago diz que ela não virá a qualquer um, ele diz que  Deus concede graça aos humildes.

Tiago usa 5 frases  para descrever a atitude de alguém humilde e que, consequentemente, receberá a graça maior:

1 – Submetam-se. À luz do contexto, considerando “a graça que é oferecida aos humildes”, só nos resta fazer uma coisa: render-se a Deus completamente.

2 – Resistam.  Por que devemos resistir ao diabo? Porque um de seus propósitos é separar o homem de Deus e de outros crentes, ele ama conflitos. Seu desejo é arruinar o teu casamento, tuas amizades, bem como, todo bom relacionamento. Ele quer causar confusão, estresse e conflitos. O cristão precisa resistir a tudo isso fechando os ouvidos e o coração para as sugestões do diabo. Enquanto ele diz, “você precisar retaliar, olha como essa pessoa está falando com você”, “quem eles pensam que são para te tratar dessa maneira?”, você precisa prestar atenção a essas sugestões do diabo e dizer: eu sei que é você demônio. Ele ama nos fazer orgulhosos e temos que resistir a isso. O resultado é dito a nós: “ele fugirá de vós”. Qualquer que seja o poder que Satanás possa ter, o cristão pode estar absolutamente certo de que recebeu a capacidade para vencer tal poder.

3 – Aproximem-se. Devemos chegar até Deus por meio da oração. Não devemos concluir que Deus nos abandona, uma vez que somos nós que decidimos nos distanciar Dele. Tiago diz que se nos aproximarmos de Deus, ele também se aproximará de nós. Toda ação gera uma reação, Deus se aproxima quando eu me aproximo.

4 -Limpem as mãos. As mãos se referem às ações, portanto, precisamos ter ações puras.

5- Purifiquem o coração. O coração se refere a motivos e desejos. Tiago quer dizer: tenha motivações puras.

É assim que nos humilhamos: reconhecendo nossos pecados e vivendo de acordo com a vontade de Deus.

Para podermos nos relacionar com Deus precisamos virar as costas para o mundo e nos entregarmos a Ele, mas esta decisão deve ser definitiva. Tiago continua: “Entristeçam-se, lamentem e chorem; troquem o riso por lamento e a alegria por tristeza; humilhem-se diante do Senhor”. Tiago usa estas expressões para nos mostrar que o verdadeiro arrependimento começa com tristeza.

Há muitas pessoas vivendo para o presente e nunca se perguntam: e se o meu coração parar de bater e eu me ver diante do Deus Santos? E se através de um acidente eu morrer e ter que me encontrar com Deus? Eu tenho uma vida santa? Vivo para o mundo ou para Deus? O evangelho acerta um soco no ego do homem que está “rindo”, “comendo”, “bebendo”, “festejando” e diz: chore, lamente, olhe para os seus pecados. Você nunca irá experimentar a verdadeira alegria enquanto não encarar o seu pecado.

Tiago diz : “humilhem-se diante do Senhor,e Ele os exaltará”. A graça de Deus sempre exalta o homem. O caminho para cima é descendo. Para ser honrado por Deus precisamos nos humilhar e admitir nosso pecado, quanto mais honesto formos conosco, mais honra receberemos de Deus.

Ao obedecermos aos mandamentos submeter, achegar, resistir, limpar, purificar e lamentar, poderemos experimentar um relacionamento correto com Deus. Não viveremos em guerra com nós mesmos, com os outros e com Deus.

Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão, fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está se colocando como juiz. Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo?  (Tiago 4:11-12)

Vimos que a solução para vivermos em paz com os outros é termos um relacionamento correto com Deus. Aqui Tiago nos apresenta mais uma solução para podermos nos relacionar com as pessoas. Ele diz que não devemos falar mal dos irmãos.  O termo falar mal significa: difamar, falar contra. É aplicado usualmente a palavras ásperas acerca de uma pessoas ausente.

Uma das causas dos conflitos é a difamação. Assumimos uma postura de juiz ao falar dos outros, e isso é uma forma de orgulho.

Sempre que formos falar de alguém devemos nos perguntar: fará bem para o meu irmão? Fará bem para mim? Glorificará a Deus?. Nunca devemos nos esquecer disso. Se assim fizermos, evitaremos muitos conflitos.

É interessante notar que em várias passagens desta carta, Tiago fala do uso da língua. Não é de se admirar que nesta parte, ele ordena aos crentes não falar mal um dos outros. Usamos a língua para reclamar de nossos pais, irmãos, chefes, pastores, etc. Tiago diz que não devemos agir dessa maneira porque fere a Lei.

Julgar os outros é ser soberbo e Tiago diz que Deus resiste a pessoas assim. Portanto, se quisermos receber a graça de Deus e sermos humildes, temos de vigiar!

Tiago nos oferece algumas razões para não falarmos mal do próximo:

1 – Quando agimos desta maneira, estamos falando contra e julgando a lei. Para entendermos a lei da qual Tiago fala, basta olhar para o capítulo 2: 8-12, que diz: “ame o seu próximo como a ti mesmo”. Parafraseando Tiago temos: quando você fala mal de um irmão seu, você está quebrando a lei e assim, você nega a autoridade dessa lei.

2 – A lei não é praticada quando falamos mal do nosso irmão.  Tiago, no capítulo 2, ensinou que nossa fé é comprovada pelo que fazemos e não apenas pelo que falamos. Aqui ele diz que se falamos mal dos irmãos estamos mentindo para nós mesmos, pois dizemos que somos crentes quando na verdade nossa língua prova outra coisa.  Quando alguém vier falar mal de outros irmãos, devemos assumir uma postura radical e dizer: se você for mesmo falar mal desse irmão, vou ter que me retirar daqui. Ao fazer isso, estaremos praticando a lei: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

3 – Nos colocamos na posição de juiz quando usamos a nossa língua para falar mal e julgar o nosso próximo. Quando criticamos e condenamos outras pessoas, estamos, de fato, pronunciando nosso próprio veredito sobre a espiritualidade e o destino delas.

Ouçam agora, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro”. Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Ao invés disso, deveriam dizer: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”. Agora, porém, vocês se vangloriam das suas pretensões. Toda vanglória como essa é maligna.
Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado. (Tiago 4:13-17)

Como vimos, falar mal do irmão é um  sinal de soberba. Neste trecho, Tiago nos mostra outra espécie de soberba: achar que somos senhores do tempo.

Com esta ilustração, Tiago nos mostra o que é um homem soberbo. Este se acha esperto e diz: “hoje ou amanhã vou para esta ou aquela cidade, passarei um ano e ganharei dinheiro”. Esses versículos são um retrato perfeito da vida do homem moderno. Ele é orgulhoso de seu conhecimento e esperteza. O grande problema é que, mesmo achando que tem conhecimento e que sabe como jogar o jogo da vida, ele é ignorante em relação ao amanhã.

O homem é capaz de lançar foguetes espaciais a lua, de explorar as profundezas do mar, mas não é capaz de controlar o futuro. Quem sabe o que ira acontecer amanhã? Tiago diz: “Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã!” O homem é ignorante quanto ao seu futuro, embora tenha conhecimento.

Ele se orgulha de sua vida, dizendo: “tenho tudo sob controle; olhe que vida maravilhosa eu tenho. Hoje farei isso, amanhã aquilo, e pronto, tudo estará perfeito”. Todo o seu planejamento gira em torno do lucro, o qual é o seu primeiro pensamento quando acorda. A sociedade pensa que quanto mais um homem tem, mais feliz ele é. A vida gira em torno do lucro. Quanto eu vou lucrar? Assim diz o homem moderno.

Tiago nos mostra a soberba usando o exemplo de um homem que se acha senhor do tempo e das estações. Um homem que só pensa em uma coisa: lucrar, ou seja, fazer dinheiro. Todo seu plano gira em torno disso.

Esse homem é ignorante em relação ao futuro. Não apenas isso, ele é ignorante no que diz respeito ao que é sua vida.

Enquanto ele acha que a vida é ganhar dinheiro e curtir os prazeres que ele pode comprar, a Bíblia diz que a vida do homem é como um vapor. O que é sua vida? Já se perguntou isso? Se você nunca se perguntou, digo que você é um tolo. A nossa vida é uma neblina que aparece por pouco tempo e depois se dissipa. Esta é a verdade que o homem moderno se esquece: a vida é breve, é curta.

Perguntaram a Billy Graham qual a maior surpresa da vida e ele respondeu: a maior surpresa da vida é a brevidade da vida. Ela passa tão rápido que você nem percebe. Mas o homem moderno só pensa no lucro.

Agora veja, Tiago não está aqui dizendo que planejar é pecado. De fato, temos que planejar e pensar no futuro.  O errado é planejar e não colocar Deus nesses planos, como se tudo dependesse de nós e pensando que somos o capitão de nossa vida. Agir assim é  errado, e isso é soberba, é orgulho.

Em vez de dizer, “hoje ou amanhã farei isso”, devemos dizer: se Deus quiser, faremos isso ou aquilo. Com que frequência as pessoas dizem: se Deus quiser vou montar meu negócio esse ano; se Deus quiser vou me mudar para tal lugar e trabalhar?  É raro ouvir o que os versículos acima nos mostram: “Se Deus quiser, faremos isso ou aquilo”.

Tiago diz que o homem sem Deus se orgulha dessas pretensões. Ele se julga esperto, conhecedor. Ele pensa que está no controle e se gloria disso, se alegra em ser soberbo. Tiago diz que isso é maligno. 

Para concluir, Tiago diz : “Quem sabe que tem que fazer o bem e não faz,  comete pecado”. Com esta afirmação Tiago quer dizer: se você sabe que tem de ser humilde, depender de Deus e não faz, você comete pecado.

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