Capítulo 5

Ouçam agora vocês, ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a miséria que lhes sobrevirá.
A riqueza de vocês apodreceu, e as traças corroeram as suas roupas.
O ouro e a prata de vocês enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará contra vocês e como fogo lhes devorará a carne. Vocês acumularam bens nestes últimos dias. (Tiago 5:1-3)

No capítulo 4, Tiago falou sobre o homem soberbo, que se acha senhor do tempo e vive para os lucros sem considerar a vontade de Deus. Nesta parte, Tiago denuncia a vaidade dos ricos que acham que a vida consiste em acumular bens. O convite feito para que haja “choro e lamento” é frequentemente usado pelos profetas para descrever a reação dos perversos quando chegar o dia do Senhor. (Is 13:6, 15:3; Am 8:3)

Qualquer leitor desta carta, poderá perceber que Tiago gastou boa parte de sua tinta falando contra os ricos. Não devemos pensar que ser rico é uma coisa má. Não é errado ter dinheiro, desde que ele não tenha você. O que Tiago condena em sua carta é o mau uso das riquezas.

As riquezas das quais Tiago se refere neste capítulo devem ser entendidas como: cereais, azeite, roupas, ouro e prata. Ele diz: “a riqueza de vocês apodreceu”. Talvez ele esteja falando dos cereais tomados pelos bichos e do azeite que ficara rançoso. Eles foram acumulados de tal forma a ponto de estragarem, enquanto poderiam ter sido usados para alimentar os famintos, mas infelizmente, se tornaram inúteis.

A expressão “as traças corroeram as suas roupas”, não se aplica às roupas que são usadas com frequência. Mas o armário abarrotado de roupas que são usadas raramente é um lugar propício para traças. Tiago considera moralmente errado acumular roupas desse modo, tendo em vista que há tanta gente muito necessitada pelo mundo afora.

Ao dizer “o fogo lhes devorará a carne”, Tiago afirma que eles experimentarão a ira de Deus. Assim como o rico da parábola “O Rico e Lázaro”, ele terá de sofrer as consequências das decisões feitas na terra.

Tiago diz: “Vocês (ricos) acumularam bens nestes últimos dias. “O acúmulo de bens é errado, não apenas porque ele demonstra completamente falsas prioridades; ele é duplamente pecaminoso, pois priva da própria vida outras pessoas”.(Doulgas Moo)

No dia do julgamento, Tiago diz que  a ferrugem do outro e da prata será chamada por Deus para testemunhar contra os ricos que não usaram suas riquezas com generosidade.

Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que por vocês foi retido com fraude, está clamando contra vocês. O lamento dos ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos.
Vocês viveram luxuosamente na terra, desfrutando prazeres, e fartaram-se de comida em dia de abate.
Vocês têm condenado e matado o justo, sem que ele ofereça resistência. (Tiago 5:4-6)

No livro “Brasil em Alta”, Larry Rohter, no capítulo intitulado: “Amazônia: nacionalismo e paranoia na selva”, comenta sobre o trabalho escravo por parte dos grandes fazendeiros. É chocante ler sobre os relatos de trabalhadores nordestinos que assinam contratos e são transportados com frequência para trabalhar em locais no fundo da selva a centenas de quilômetros de estradas, assentamentos ou telefones. Ao chegar no lugar de trabalho, descobrem que não vão receber os salários prometidos, e além disso, pagam preços exorbitantes por comida, alojamento, ferramentas e equipamentos necessários. Larry diz: “Como esses itens só podem ser comprados na loja  local da empresa, os trabalhadores logo ficam endividados e são proibidos, com frequência ameaçados de morte, de ir embora até que liquidem os seus débitos, os quais, claro, crescem à medida que eles permanecem”.

Larry Rohter reuniu uma série de relatos de pessoas que trabalharam em fornos de carvão, em indústrias e fazendas, sendo mal alimentadas e, muitas vezes, forçados a trabalhar mais de 14 horas por dia e vigiados por pistoleiros. Muitos, na tentativa de fugir da escravidão, nunca mais voltaram para casa. Foram mortos ou desapareceram. Um grupo religioso estima que em cada ano, pelo menos 25 mil pessoas são forçadas a trabalhar em indústrias como escravos. A escravidão na Amazônia está bem próxima de nós. Milhares de trabalhadores morrem todos os anos sem oferecer resistência.

O que Larry Rohter denunciou em seu livro, Tiago, há 2000 anos, já havia denunciado.

Esse é o pecado que Tiago condena: aquisição de riquezas obtidas pela retenção de salários. Vale aqui trazer este ato para o contexto da sociedade atual. É muito comum vermos cristãos pagando salários miseráveis a empregadas domésticas, pedreiros, jardineiros, etc. Mesmo que esses versículos sejam direcionados aos ricos, nós, cristãos, independente de qual seja a nossa situação financeira, devemos tomar o cuidado de não sermos como eles, pois precisamos pagar o que é devido a cada profissional.

Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera. Sejam também pacientes e fortaleçam o coração, pois a vinda do Senhor está próxima. (Tiago 5:7-8)

Os cristãos, como já vimos, estavam sendo perseguidos por fazendeiros ricos. O sofrimento desses cristãos era causado por perseguições econômicas e religiosas. Eles poderiam desanimar diante de tanto sofrimento. Tiago exorta esses cristãos incentivando-os a serem pacientes ao enfrentar pressões e estresses.

Tiago usa a ilustração do agricultor. É evidente que um agricultor não colhe o que plantou no mesmo dia. Há um processo. Ele primeiro semeia, a chuva rega a terra e, com o passar do tempo, ele colhe. Para o agricultor, a colheita faz a espera valer a pena. Da mesma forma, nós devemos ser pacientes. Devemos viver à luz da eternidade sabendo que, todo sofrimento que experimentarmos aqui na terra, será nada comparando-o com a glória que nos aguarda.

Como um crente pode viver motivado em sua vida cristã? De acordo com Tiago, ele pode viver motivado se tiver o foco em Cristo. O nosso coração só irá ser fortalecido quando mudarmos o foco da nossa dor para a vinda de Cristo.

Irmãos, não se queixem uns dos outros, para que não sejam julgados. O Juiz já está às portas! (Tiago 5:9)

Em momentos de perseguição, angústia, não é raro os oprimidos se voltarem uns contra os outros. Nos momentos de pressão é comum o ser humano se irar contra aqueles que mais ama. Daí a advertência: ” não se queixem uns dos outros”. Não devemos ficar ressentidos quando passarmos por situações difíceis, pois o Juíz está às portas!

Irmãos, tenham os profetas que falaram em nome do Senhor como exemplo de paciência diante do sofrimento. Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a paciência de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia. Sobretudo, meus irmãos, não jurem nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outra coisa. Seja o sim de vocês, sim, e o não, não, para que não caiam em condenação.
(Tiago 5:10-12)

Para ensinar sobre a importância da paciência diante do sofrimento, Tiago usa dois exemplos: os profetas do Antigo Testamento e Jó. Os profetas falaram em nome de Deus e, mesmo sendo perseguidos, não abandonaram o ministério de profetizar. Jeremias pode ser citado como exemplo de alguém que teve paciência mesmo sendo maltratado. Ele foi colocado em um tronco (Jr 20:22),  jogado em uma prisão (32:2), posto em um calabouço (28:6), mas mesmo assim não desistiu.

Da mesma forma Jó. Aqui alguém poderia dizer: mas Jó amaldiçoou o dia do seu nascimento e reclamou! Sim, ele fez isso, mas nunca perdeu sua fé. Jó, em seu sofrimento, correu para Deus e não de Deus.

Eis então, dois exemplos de paciência diante das tribulações. Pessoas que, mesmo diante do sofrimento, decidiram continuar vivendo pela fé. O foco deles não era o sofrimento, mas, sim o Senhor.

Tiago conclui sua exortação dizendo que devemos tomar o cuidado de, em meio às tribulações, não proferirmos palavras tolas, impensadas. A afirmação parece deslocada, pois, afinal, o que tem o sofrimento a ver com os juramentos? Acredito que, quando sofremos, somos tentados a  falar o que não devemos e a barganhar com Deus. Warren Wiersby diz:

“Jó diz: ‘Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o  tomou; bendito seja o nome do Senhor!’ (Jó 1:21, 22). Por certo, Jó amaldiçoou o dia de seu nascimento (Jó 3:1 ), mas em momento algum amaldiçoou a Deus nem fez algum juramento insensato. Também não tentou barganhar com Deus” Warren conclui: “Um dos propósitos do sofrimento é construir o caráter. Por certo, Jó tornou-se um homem de maior valor depois de passar pela fornalha Tiago explica esse processo (Tg 1:2-12). Se as palavras são uma forma de testar o caráter, então os juramentos indicam que ainda há o que melhorar. Quando Pedro negou Jesus ‘com juramento’ no pátio do  sumo sacerdote (Mt 26:72), provou que seu caráter ainda precisava ser transformado.”

Está alguém entre vós aflito? Ore. 13

Quando você deve orar? Quando você está emocionalmente ferido.

O sofrimento do qual Tiago fala aqui era causado pela perseguição religiosa e pela pressão econômica.  A palavra "aflito" significa estar sob pressão, sob tensão. Tiago diz que se alguém está aflito, estressado ou sofrendo, que ore.

Ele continua: Está alguém contente? Cante louvores”. Isso também é um tipo de oração. Você canta louvores como uma forma de oração. E se alguém está espiritualmente forte, faça isso como gratidão. O que Tiago está dizendo é que um crente tem que orar o tempo todo, seja em tempos de alegria ou em tempos de tristeza. Nossa vida é sempre marcada por tristeza e alegria. Nossa vida é feita de momentos. Há momentos bons e momentos ruins. Ore sempre. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; (Tiago 5:14)

Tiago aqui não está falando de qualquer doença. Ele usa a mesma palavra grega que foi usada quando Lázaro estava doente. Lázaro ficou doente e morreu. Ele está falando de uma doença séria. Quando você está em uma situação que vai além da ajuda do doutor, você deve orar. Que ele “chame os presbíteros”. Note que a pessoa que está doente deve fazer isso.

Agora, há na Bíblia três razões porque as doenças nos acometem.

1- Doença para morte (1 Jo 5: 16, João 11:4).  Dessa doença você nunca se recupera. É permitida por Deus para poder te levar  para casa, estar com ele. Há algumas doenças que você nunca vai se recuperar. Haverá algumas doenças que você nunca irá melhorar porque Deus não vai querer que você viva mais. Se toda doença pudesse ser curada pela fé, seria possível concluir que, quem tem muita fé nunca morreria. Há uma doença permitida por Deus com o propósito de te levar pra casa.

2- Doença para disciplina. O propósito de uma doença para disciplina é para mostrado em 1 Cor 11:28-32, onde mostra que eles estavam abusando da ceia do Senhor. Paulo diz que  eles ficaram doentes porque estavam abusando desta ceia. Deus disciplina quando estamos fora da vontade Deus. Quando você peca você atraia doença pra sua vida.

3 – Para glória de Deus. A doença para glória de Deus é aquela que Deus permite com o propósito de curar para que seja um testemunho para o mundo (João 9:2-3). Quando o homem foi curado os discípulos perguntaram: Quem pecou ele ou seu pai, Jesus disse: Ninguém, isso aconteceu para que a gloria de Deus fosse revelada. Jesus curou ele e essa doença trouxe glória para o nome de Deus.

Há três tipos de doenças, doença para morte, doença para disciplina e doença para glória de Deus. É esse terceiro tipo de doença que Deus cura.

É possível destacar aproximadamente cinco tipos de atitudes em relação à cura nos dias de hoje, sendo que há muitas controvérsias sobre o assunto.

1         Sensacionalistas. São aqueles caras que aparecem na Tv  e fazem o maior show, se mostrando para as câmeras diante de uma grande multidão. Eles manipulam o emocional. Na verdade, Jesus nunca fazia isso. Jesus nunca manipulava as pessoas e nunca as usavam para dar um show. Ele sempre estava mais preocupado com as necessidades das pessoas do que em dar um show para as multidões. Ele fazia o contrário que os sensacionalistas fazem.

Não é só porque há um milagre que esse milagre é de Deus. Quando Moisés jogou a serpente diante de Faraó, diz o texto que os magos fizeram as mesmas coisas com suas serpentes. Jesus também nos diz em Mateus que muitos dirão: em seus nome expulsei demônios, fiz milagres. Jesus dirá, nunca vos conheci.

2         Confessionalistas. São aqueles que acham que a vontade de Deus é que todo mundo seja sempre curado. Para eles doença é resultado de pecado e tudo o que você tem que fazer é tomar posse da cura. Se você não foi curado é que você não teve fé suficiente. Se não houve a cura então haverá uma grande culpa. Pode-se pensar: “É, talvez eu não tive fé o bastante”. Falsa doutrina sempre cria falsa culpa. Os confessionalistas transformam Deus num gênio da lâmpada que você esfrega e tudo  o que você quer acontece. Deus deixa de ser Senhor e passar ser nosso servo.

Em I Pd 4:19 diz que há aqueles que sofrem de acordo com a vontade de Deus. Algumas vezes o sofrimento é vontade de Deus.

3         Dispensacionalistas. São aqueles que acreditam que o dom de cura foi dado apenas para o período do Novo Testamento. Alguns afirmam: “eles estavam em evidência no passado, naquele tempo isso foi maravilhoso, mas não se incomode procurando por esse dom, hoje não pode mais acontecer”. Eu tenho um problema com essa visão porque em Hb 13:8 diz que Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente.  

4        Racionalistas . Estas são pessoas que dizem que tudo está na sua mente. Se você está doente é porque você pensa que esta doente. Pregam: negue isso e você vai ficar ok.  

5        Eu acredito que Tiago era realista. Isso reconhece dois fatos. Primeiro que Deus ainda cura, todavia nem todos são curados, a vida nos mostra isso. Deus cura pessoas, mas muitos crentes de fé morrem de câncer. No entanto, muitos também são curados.  

Então o que se deve fazer quando se está doente? É necessário chamar os líderes da igreja e eles deverão orar pelo enfermo. Quem deve chamar os líderes? De acordo com o texto é o doente. Se alguém não pode se levantar da cama, que ele chame os líderes da igreja para que estes orem sobre o doente. Não é porque eles possuem o poder e o doente não possui, como muitos pensam. Essa pessoa doente está fraca, ela não tem condições físicas e nem espirituais de orar. É por isso que os líderes devem ser convidados.

Eles deverão ir até o doente e o ungir com o óleo. O óleo que Tiago faz referência não era usado com propósitos medicinais, pelo menos não aqui no texto. Aqui, se refere a um ato simbólico. Além dessa explicação, podemos pensar no caso de Jesus quando curou o cego. O  cuspe com o barro não o curou, ele foi curado pela fé. O óleo em relação ao doente seria um acessório para a fé, além, é claro, de simbolizar o Espírito Santo.

E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.  (Tiago 5:15)

O texto não diz que sempre que uma pessoa orar, essa pessoa ficará bem. Também não diz que os líderes poderão sempre orar essa  oração da fé.

Quando a oração da fé é feita, Deus sempre cura. O que é isso? Acredito que é um dom especial. É um momento em que o líder sente uma confirmação de Deus que o doente será de fato curado. Em I Cor 13:2 diz que ainda que ainda que eu tivesse fé ao ponto de mover montanhas, sem amor não seria nada. Acredito que é dessa fé que ele esta falando aqui.

Deus pode, mas nem sempre vai curar, por propósitos que não sabemos.

É dever dos líderes sondar o coração do doente pois como diz o texto: pecado não confessado pode ser um bloqueio  para que a cura não seja recebida.

Portanto confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. (Tiago 5:16)

Uma vez fui a uma igreja e um pastor americano foi orar para uma mulher. A primeira coisa que ele disse foi: existe alguma pessoa que você  não perdoou ou algum pecado não confessado? Ela disse que havia. Ele disse, Deus pode te curar, mas você precisa confessar o pecado. Sabemos que Deus cura e às vezes não cura por propósitos que só ele sabe.

Mas a condição no texto para receber a cura, se Deus for curar mesmo, é confessar os pecados.

Não acredito na teologia que diz que toda doença é resultado de pecado. No entanto, há pessoas que por guardarem mágoa não recebem a cura. São pessoas que se agarram em seus sentimentos negativos e por isso adoecem. A oração de um justo é eficaz. Tiago agora ilustra este princípio usando a vida de um gigante da oração.

Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto. (Tiago 5:17-18)

Veja que o texto não diz: Elias era um milagreiro ou Elias era um super profeta e ele orou. Não. O texto diz que Elias era humano, como você e eu. Ele era sujeito às mesmas paixões, as mesmas tentações, sujeito às mesmas dificuldades. Ele orou e Deus o atendeu.

Algumas pessoas pensam: eu nunca poderia orar para alguém ser curado. Eu nunca poderia orar como Elias orou, pois eu não sou um gigante na oração. Mas o texto está justamente refutando essa ideia de que você não pode orar para alguém ser curado. Muitos crentes se sentem inferior. Em I Rs 19, vemos que depois da batalha contra os profetas no monte Carmelo, Elias se sentiu deprimido e disse: “Deus, me mata”. Ele estava correndo de uma mulher chamada Jezabel. Ao ler o capítulo de I Reis, o leitor pode pode perceber que ele estava deprimido, ansioso, irado e solitário. Por isso, o texto diz que ele era era como nós. Sentimos as mesmas emoções que Elias sentiu.

Tiago está nos ensinando o seguinte: se Elias era como nós em relação a nossa humanidade, então, nós podemos ser como ele em relação a nossa vida de oração. Você não tem que ser perfeito para orar. Deus usa pessoas comuns para fazer coisas extraordinárias através da oração.

O que Tiago está dizendo é: ore como Elias orava, e quando alguém estiver doente e você for orar, ore com fé. Não permita que a dúvida entre no seu coração. Não pense quando estiver orando, “será que isso vai acontecer”, “será que Deus está fazendo algo em relação ao que pedi?” Não.

Diz o texto que Elias orou fervorosamente. Veja isso. Muitas pessoas oram tão mecanicamente e não conseguem mais orar fervorosamente. Elias não era o tipo de pessoa que recitava algumas orações decoradas. Ele não era o tipo de pessoa que falava algumas palavras bonitas. Ele orava fervorosamente  como diz o texto.

Irmãos, se algum dentre vós se tem desviado da verdade, e alguém o converter, Saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados.  (Tiago 5:19-20)

Com esses últimos versículo da carta, Tiago fala da importância do irmão que desviou da verdade se converter do erro. Olhando apenas para essa passagem,  poderíamos pensar que há crentes que se desviam do evangelho e que, consequentemente, vão para o inferno.  Mas em nenhum lugar do evangelho somos ensinados que seremos salvos por nossos esforços ou reforma moral.

Tiago está falando da possibilidade de um cristão se afastar (desviar) da verdade, e a palavra “converter” significa “reconduzir”. Caso esse irmão não se converta ou volte para o caminho, ele poderá ser disciplinado com morte física.  O que Tiago está ensinando é que precisamos buscar não apenas os perdidos, mas também os salvos, quando estes se afastam de Deus. Deus pode punir um cristão com morte física, caso ele não aceite voltar para Ele. Foi o que aconteceu na igreja de Corinto (1 Co 11:30).

Quando ele diz “cobrirá multidão de pecados”, significa que os pecados desse irmão serão esquecidos e perdoados. Precisamos  focar nos perdidos e, ao mesmo tempo, prestar atenção nas ovelhas que se afastaram do evangelho.

Obras consultadas:

David Guzik – enduringword.com

Steven Cole- http://www.fcfonline.org/

Paul Shirley-http://paulshirley.wordpress.com/

Rick Warren – www.purposedriven.co.uk

William Macdonald – Comentário Bíblico Popular – Novo Testamento.

Douglas J. Moo. Tiago -Introdução e Comentário

Warren Wiesrbe. Comentário Bíblico

Fritz Riencker e Cleon Rogers- Chave Linguística do Novo Testamento

Bíblia NVI

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